Beijo pouco, falo menos ainda.
Mais invento palavras
que traduzem a ternura mais funda
E mais cotidiana
inventei, por exemplo, o verbo teadorar
Intransitivo
Teadoro, Teadora
Manuel Carneiro de Souza Bandeira Filho nasceu em Recife.
Em 1903 a família se muda para São Paulo, onde Bandeira se matricula
na escola politécnica, pretendendo torna-se arquiteto. Estuda também,
à noite, desenho e pintura com o arquiteto Domenico Rossi. Começa
ainda a trabalhar nos escritórios da estrada de ferro sorocabana, da
qual seu pai era funcionário.
No final do ano de 1904, o autor fica sabendo que está com
tuberculose, abandona suas atividades e volta para o Rio de Janeiro.
Em 1910 entra em um concurso de poesia da Academia Brasileira de
Letras. Sobre a influência de Apollinaire e Mac-Fionna, escreve seus
primeiros versos livres, em 1912. Em 1919 publica o seu primeiro
livro, em 1940 é eleito para a Academia Brasileira de Letras, recebe o
prêmio de poesia do IBEC por conjunto de obra em 1946.
No dia 13 de outubro de 1968, morre o poeta Manuel Bandeira, em Botafogo.
No poema “Neologismo”, ele fala que o amor é indescritível, não tem
palavras para explicar. O que é e o que se sente, é necessário
inventar palavras para descrevê-lo. Não tem forma poética tradicional,
pois apresenta apenas uma estrofe, são versos livres, já que não tem
métrica, e brancos, pois não tem rimas.
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