Nos dias de hoje, o preconceito lingüístico tem ficado cada vez mais forte. Quando falamos com alguma pessoa, a primeira coisa que normalmente notamos, é se essa pessoa possui ou não algum sotaque, se já notamos isso, logo perguntamos “você não é daqui né? De onde você veio?” E dependo da resposta já mudamos o nosso olhar. Quando falamos de preconceito lingüístico, não estamos falando apenas de sotaques, estamos falando também, da forma como falamos no nosso dia a dia, e que na maioria das vezes nem percebemos.
Como qualquer outro tipo de preconceito, as pessoas sofrem algum tipo de exclusão. Notamos isso no colégio. Quando alguém fala de alguma forma diferente, não demora muito para surgir piadinhas, comentários etc, fazendo com que a pessoa se sinta mal e acaba de certa forma se afastando do grupo.
Mas o mais engraçado, é que não notamos que todos nós falamos tecnicamente “errado”. Grande parte das pessoas falam “Professor, posso ir no banheiro ? “ enquanto o correto seria, “Posso ir ao banheiro ? “ Outra coisa que falamos bastante é “ ahh, cê foi lá ontem ? “ quando teria que ser “ você foi lá ontem ? “
O que temos que aprender, é que a forma como falamos vem da nossa cultura, e que não devemos rotular as pessoas por isso.
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