quarta-feira, 17 de agosto de 2011

A Cilada

Eu, Tony, estou tentando entrar na faculdade, mas não é isso que eu quero ainda. Sou muito estudioso, sempre me dou bem nas olimpíadas de matemática, já até ganhei o soletrando, do Luciano Huck. Mas ainda não quero entrar na faculdade, porque sinto que não aproveitei a vida direito. Só não sei se os meus pais vão aceitar.
Estava conversando com o meu amigo Alfredo esses dias sobre essas coisas, sobre os meu palnos para o próximo ano, então ele disse:
- Cara, eu tenho uma tia, chamada Abadia, que trabalha como cartomante.. Diz minha mã...
Nem deixei ele terminar, peguei logo o telefone da tal Abadia, liguei para ela e marquei um horário.
Tive que atravessar a grande São Paulo inteeeeeeeeeirinha, e chegando na casa dela, levei um susto! Nunca havia visto tanto chocolate em um único lugar. Mas enfim, cheguei lá e disse:
- Bom dia, Dona Abadia. Eu sou o..
-Sim, sim, eu sei. Você é o Tony. Meu sobrinho já me falou um pouco sobre você. -Confesso que fiquei um pouco encomodado com isso -
- Ahn, sim.. então, eu gostaria de saber o que a senhora tem para me dizer sobre o meu futuro.
- Vamos lá para dentro querido.
Nesse meio tempo, ela já havia comido cinco brigadeiros e já estava se preparando para o sexto.
- Querido, o se futuro é meio obscuro, com muitas idas e vindas, perigos.. vou lhe dar um conselho, cuidado com quem você esbarra e fala!
Depois que a Abadia disse essas coisas, eu fiquei meio assustado, mas preferir pensar que ela era uma pobre coida e doida, tentando ganhar dinheiro para se manter.
Sai de lá meio atordoado ainda, e sem querer acabei esbarrando em um gordo velho. (Não sei que era mais estranho, ele, ou a doida da Abadia).
- Opa, me desculpa, Senhor!
- Tudo bem, querido.
Continuei caminhado, mas pude notar sua presença atras de mim ainda. Me virei
- Pude ver que acabou de sair da Dona Abadia.
-Sim- disse a ele- O senhor está me seguindo?
- Garoto, da proxima vez tome cuidado- Ele simplismente disse isso, se virou e foi embora. Fiquei meio atordoado até chegar em casa. Depois de um dia horrivel, como esse, a única coisa que eu queria era chegar em casa e poder dormir.
Quando acordei, me senti muito desorientado, e ao meu lado só consegui ver um papel de bombom, iguais aos da Dona Abadia. Logo em seguida o telefone toca. Era Dona Abadia, querendo marcar outro horário. Eu não queria ir, mas sentia nessecidade, como se o meu corpo implorasse.
No caminho, esbarrei novamente com o velho gordo e eu disse a ele que achava que havia algo de errado, e, por incrível que pareça, ele era um ex-detetive da polícia, que estava investigando a Dona Abadia há 10 anos.
Conversamos bastante. E então, bolamos uma cilada para ela e descobrimos que nos bombons tinha um tipo de droga que deixa as pessoas com vontade, necessidade, de estar sempre voltando para fazer novas consultas.
Depois de toda essa história maluca, disse aos meus pais que iria passar um ano viajando, e quando eu voltasse iria decidir o que fazer. Até que eles aceitaram, acreditam ? hahahahahah

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